Ao som do parabéns Crioulo de Wilson Paim, com bolo e confete colorido, alunos e pais comemoraram os 96 anos da Associação Pestalozzi, nessa quarta-feira (26). A letra da música “reunidos no mesmo afeto, te abraçamos neste dia, e para que siga a festança, repetimos com alegria” traduz muito bem a trajetória da Associação dentro e fora de Canoas.
A organização com jeito e acolhimento de casa foi fundada em 1926. É a primeira no Brasil a trabalhar com a garantia e a defesa dos direitos da pessoa com deficiência intelectual. São mais de 300 alunos atendidos, entre ensino fundamental e aprendizes, na faixa etária de 6 a 47 anos. O prefeito em exercício, Nedy de Vargas, ressalta a igualdade como direito assegurado pela lei. “Somos todos iguais perante a lei, todos temos os mesmos direitos. Por isso, é importante destacar o aniversário desta entidade que acolhe e faz com que os direitos de todos sejam cumpridos”.
O secretário adjunto de Inclusão, Vitor Longaray, destaca a importância do trabalho da instituição em qualificar para diminuir as diferenças. “A inclusão acontece de fato quando nos tornamos e nos enxergamos iguais. As nossas diferenças sempre nos uniram e por isso, é importante celebrar o aniversário de um trabalho realizado para diminui-las através de oficinas, qualificações, apoio e acolhimento”.
As atividades e assistências às crianças, adolescentes, jovens e idosos são focadas em despertar a habilidade e respeitar o momento de cada um. Conforme a presidente da associação, Edna Aparecida Alegro, as políticas públicas de educação além de trabalhar para que cada um dos alunos seja o protagonista da sua própria história, formam aprendizes para o mercado de trabalho. “Através das políticas públicas de educação, saúde, assistência social, esporte, lazer, cultura e trabalho, também formamos aprendizes. Em novembro, iniciamos a quinta turma com 20 aprendizes. Nós trabalhamos a autonomia, visando a melhor qualidade de vida não só deles, mas da família e da comunidade em geral”, destaca.
Para Maricê Baron Medeiros, mãe de aluna da associação, a Pestalozzi é a sua segunda casa, pois a atenção, carinho, amor e dedicação dos professores e monitores com ela e sua filha faz com que ambas se sintam iguais. “Eu faço questão de ir em todos os eventos porque os nossos familiares são os primeiros a nos rejeitar e convidam para poucos eventos quando tu tens um filho especial. A gente tem poucos relacionamentos e amigos, mas aqui na associação, a gente se sente à vontade, acolhida. Todo mundo é igual, não tem diferença”, comenta.
Edna Alegro destaca ainda que os 96 anos significam o reconhecimento de um trabalho fundamental, que visa o engrandecimento, a autonomia e melhoria de vida das pessoas com deficiência intelectual. “A pessoa com deficiência intelectual não é incapaz, ela tem capacidades. Nós precisamos ter a empatia de entendê-las, buscar essas habilidades e ajudar a desenvolvê-las”, ressalta. Para Cleiton Maciel Heida, professor da Associação Pestalozzi de Canoas, a casa “é uma referência em inclusão para as outras escolas porque aqui ela acontece de forma completa, os alunos e pais se sentem participantes e acolhidos. Ela serve de exemplo para as outras instituições e comunidade canoense quando se trata de acolhimento”.
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