Instalada no Distrito Industrial Jorge Lanner, a maior Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil (RCC) do Brasil vem tomando forma em Canoas, a poucos quilômetros da capital gaúcha. Nesta quinta-feira (8) entrou em operação mais um componente importante no processo de beneficiamento dos materiais: uma peneira móvel que separa o conteúdo em quatro granulometrias, ou seja, em quatro tamanhos diferentes. “Todo o material que antes chegava aqui como lixo, sem serventia, a partir de agora é revertido em insumos para obras do município e em renda para a população, pois a cada etapa são gerados mais empregos”, destaca o prefeito, Luiz Carlos Busato, que foi acompanhar o avanço do trabalho.
O equipamento, que integra o conjunto de britagem, produz até 150 toneladas de matéria-prima por hora, transformando o que eram restos de obras em pedras para diferentes aplicações, como base para pavimentos, drenagens, calçamentos e cascalhamento de vias não pavimentadas. Já a última parte do maquinário é uma esteira de catação, prevista para ficar pronta em cerca de 30 dias. “Essa esteira, que está sendo fabricada por um canoense do bairro Niterói, complementa a logística inteira do equipamento da usina e vai trazer mais qualidade para o agregado, que serve, por exemplo, para a preparação de concreto e argamassa”, explica Henrique Bruning Araujo, gerente geral da SBR Reciclagem – empresa licitada para construir a usina.
Reciclagem como economia
Mesmo antes do pleno funcionamento, a atual estrutura da usina já traz economia para a cidade com a geração de matéria-prima para obras de Canoas, como o prolongamento da Rua Pistóia – que receberá um conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida –, a revitalização da Praça Atílio Longhi e a ampliação da Rua Vanilda Faviero, próximo à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), além do arruamento do Parque Jorge Lanner e a remodelação dos locais que hoje abrigam os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs).
Lixo Zero
A usina, que terá capacidade para processar todo o RCC gerado em Canoas, ainda vai contar com a separação de diversos tipos de materiais, como madeira, ferro, plástico e papelão. A partir dessa triagem, os resíduos até então inutilizados retornarão para a indústria, e todo o valor da comercialização desses produtos será revertido para o Município. “Além de darmos fim ao acúmulo de rejeitos que, durante mais de 20 anos, fez do Jorge Lanner um depósito de lixo, vamos reaproveitar cada resíduo ao máximo, pois o Lixo Zero é a nossa meta”, afirma Busato.
O conceito Lixo Zero consiste no máximo aproveitamento dos resíduos recicláveis e orgânicos de forma correta, assim como a redução destes materiais em aterros sanitários. “A partir da Educação Ambiental, que faz parte de todo esse projeto em Canoas, é possível construir uma cidade mais econômica, sustentável e consciente. Um dos principais passos para isso é diminuir a geração de lixo, que é a mistura de resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos, o que começa na casa de cada um”, reforça o prefeito.
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