Com o tema “Pessoas Trans no sistema prisional também existem e resistem”, as mulheres e homens trans da Pecan de Canoas participaram de um evento com música e abordagem de assuntos como, hormonização e empregabilidade depois do cárcere. A ação aconteceu na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), nesta quinta-feira (26). O evento foi promovido em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado no próximo domingo (29).
A iniciativa é da Secretaria Adjunta de Diversidades e Comunidades Tradicionais de Canoas. O objetivo é promover encontros periódicos em que a comunidade LGBTQIA+ possa trocar experiências e vivências em grupo e se preparar para a reinserção social após o cárcere.
O secretário adjunto de Diversidades e Comunidades Tradicionais, Pai Santiago, destacou aos participantes a importância de promover o evento. “A ideia é mostrar aos canoenses que as pessoas trans existem e resistem e que o município tem esse olhar com o público trans”. A secretária adjunta da Juventude, Maria Eduarda Moreira, esteve presente como convidada e falou sobre os próximos projetos junto à Pecan. “Nós também pretendemos contribuir com o projeto em prol da juventude encarcerada de 18 a 29 anos. Vamos dar auxílio em projetos de reinserção à sociedade”.
O delegado regional da Susepe, Benhur Calderon, comentou sobre a ação e destacou a relevância de abordar temas para o público trans. “Temos uma prática rotineira voltada à conscientização, de mostrar para a sociedade que devemos sim, respeitar as diversidades. Sabemos que ainda existe muito preconceito, seguimos destacando a necessidade de conscientizar a todos, internos e policiais, para que não haja discriminação. Precisamos entender e respeitar as diversidades”.
Durante a conversa com os internos trans, o coordenador de Diversidade Sexual do governo do Estado, Dani Boeira, convidou os presentes a dividir suas experiências em forma de conversa. “Quero escutar cada um de vocês, estou aqui para fazer essa troca de experiencias”. A trans D.L.F destacou a importância de poder participar do evento. “Esse tipo de ação é muito importante, porque aqui dentro, muitas vezes, nos sentimentos abandonados. Quando tem algum tipo de ação nesse formato estimula mais gente a participar e nos sentimos pertencentes a algo”.
Segundo o trans A.S.C, para muitos que não têm coragem de assumir sua sexualidade, participar de debates e ações que promovem esclarecimento e tiram dúvidas é muito satisfatório. “Que este tipo de evento continue acontecendo e que as iniciativas de políticas públicas possam nos ajudar a mostrar para sociedade que queremos nos reintegrar”.
O evento também contou com a participação da assistente social da Pecan, Carolina da Rosa Reis, que auxiliou na realização do evento e da cantora Leny Barcellos. A psicóloga Luisa Susin dos Santos, representante do Ambulatório T de Canoas, também esteve presente, conversando sobre hormonização, seu uso e os desejos de quem gostaria de fazer. Também falou dos aspectos psicológicos da vida em uma penitenciária.
Texto: Paula Barreto – PMC Edição: Valéria Deluca – PMC
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