Com a chegada de maior número de vacinas Oxford/AstraZeneca nas últimas semanas ao município, um comportamento tem sido observado nas unidades básicas de saúde (UBSs): aumentaram os relatos sobre pessoas que se negam a receber o imunizante. A justificativa mais comum, segundo os profissionais de saúde, é o receio de eventos adversos. Também há dúvidas sobre o maior intervalo entre as doses, que é de três meses, em comparação com o da CoronaVac, que é de 28 dias.
Nas duas remessas mais recentes, o município recebeu para primeiras doses apenas a Astrazeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mesmo oferecendo alto nível de proteção contra a Covid-19, a desconfiança de parte da população se deve às notícias envolvendo o imunizante, que chegou a ter sua aplicação suspensa temporariamente em alguns países.
Os efeitos colaterais, porém, são considerados raros e não existe qualquer orientação sobre a interrupção do uso da vacina no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado a segurança do imunizante. A maioria dos efeitos relatados são considerados leves e passageiros, como dor de cabeça, dor no local da aplicação e sensação febril. Já os eventos tromboembólicos, que geram o maior receio na população, são considerados raros. Esse tipo de problema, em alguns casos, pode estar associado ao uso de anticoncepcional oral nas mulheres e ao tabagismo.
Risco de trombose em pessoas com Covid-19 é maior
Estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford indica que o risco de ocorrer trombose venosa cerebral em pessoas com Covid-19 é consideravelmente maior do que nas que receberam vacinas. “Os eventos adversos são pequenos comparados aos benefícios da vacina”, explica a secretária adjunta da Saúde, Roberta Bazzo. Ela ressalta que a Oxford/Astrazeneca oferece, inclusive, um nível de proteção maior contra a Covid-19 já na primeira aplicação. Com a segunda dose, a eficácia é de 79%, quando aplicada em um intervalo de três meses após a primeira, segundo estudos clínicos.
Diante da preferência manifestada por algumas pessoas pela CoronaVac, a secretária ressalta que, neste momento, as doses são disponibilizadas de acordo com as remessas enviadas pelo governo federal e, por isso, não há como a população escolher qual vacina receberá. Os últimos lotes da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, foram destinados apenas à aplicação das segundas doses.
Roberta destaca que as duas vacinas utilizadas na campanha de imunização contra a Covid-19 são eficazes e seguras. Por isso, é importante que as pessoas que se enquadram nos grupos prioritários procurem os serviços de saúde quando chegar a sua vez. Quanto mais pessoas estiverem imunizadas, maior a proteção da população contra a Covid-19.
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