Na tarde desta terça-feira (19), o auditório Sady Schiwitz na Prefeitura Municipal de Canoas esteve lotado de mulheres e meninas que puderam acompanhar as palestras promovidas pela Coordenadoria da Juventude, com o intuito de conscientizar sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero.
A secretária da Coordenadoria da Juventude, Maria Eduarda Moreira, lembra que prevenir é uma das melhores formas de educar. “Nossa perspectiva para compor este painel é totalmente formativo e educativo. Quero agradecer muito aos nossos parceiros, a ONG Amigas do Peito, a Secretaria de Saúde e a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas, e as escolas que estão prestigiando e levando para sua comunidade a informação. Prevenção e informação andam juntas, isso também é um ato de educar”, finalizou.
Para a secretária adjunta da Saúde, Roberta Pires Bazzo, outubro é sempre um mês especial, pela importância que tem o Outubro Rosa na vida das mulheres. “Esse ano está sendo um desafio muito maior em relação a promoção da saúde da mulher. Estamos vivenciando, nestes últimos dois anos, uma pandemia que direcionou muito o foco da saúde para esta doença. Então, procuramos fazer diversas ações intersetoriais para pensar na saúde da mulher não só como prevenção do câncer de mama e de colo de útero, mas ações de saúde em geral”, reiterou.
O relato da professora Lisiane Osório, uma vitoriosa contra o câncer de mama, emocionou o público presente. “Minha história com o câncer começou aos 36 anos, quando em um exame de rotina foi descoberto um nódulo na mama esquerda e esse nódulo gerou uma suspeita de algo que estava errado. Após alguns dias, veio o laudo patológico constatando o câncer de mama. A partir de então começou uma batalha. Como enfrentar tudo isso? Quando ouvimos falar em câncer, a primeira coisa que imaginamos é a morte, então paramos tudo. Naquele momento, eu coloquei os meus sonhos no bolso e fui viver meu tratamento”, lembrou.
Após a cura, a professora Lisiane foi novamente diagnosticada em exames de rotina, neste ano, com novos nódulos. Agora, além da mama, também no fígado, pâncreas e ossos. “Recomecei a minha batalha contra o câncer. Atualmente estou em tratamento, fazendo quimioterapia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Eu sigo na luta, não é algo fácil e motivador, no que diz respeito a preservar a vida, mas sigo esperançosa, continuo transmitindo a mensagem de que quanto antes descoberto, mais cedo a gente pode tratar”, finalizou.
Participaram do painel a psicoterapeuta e cofundadora da ONG Amigas do Peito, Claudilene Basei, a psicóloga e voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas, Iracema Gabardo, e a médica oncomastologista, Dra. Renata Rockemback.
A atividade contou com uma apresentação artística de dança do Ventre, realizada pela Escola Najma Safi.
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