Com o objetivo de planejar ações e investimentos para melhorar a locomoção dos canoenses e deixar a cidade mais acessível, a Prefeitura de Canoas está finalizando o Plano de Mobilidade Urbana, que deve ser implementado a partir de 2021. O estudo iniciou em junho do ano passado e contou com ampla pesquisa com a população, na qual mais de 5 mil pessoas foram ouvidas. Ainda, foram realizadas pesquisas no sistema de ônibus e em pontos estratégicos da cidade, como nos acessos próximos às indústrias, para mapear todos os modos de transportes utilizados pelos canoenses.
A partir desse diagnóstico, é possível saber quais são os maiores fluxos de deslocamento, quais os principais horários, quais os meios de locomoção mais utilizados em cada região da cidade e, assim, propor ações e projetos para melhorar o trânsito de Canoas e facilitar o deslocamento das pessoas. Entre as ações que podem ser colocadas em prática ainda no próximo ano, estão: otimização de linhas ou necessidade de novas linhas de ônibus; corredores prioritários para o transporte coletivo; rota de carga para melhorar o fluxo do transporte, formando um anel viário em torno da cidade para reduzir o impacto no fluxo urbano; implementação de ciclovias integradas; e melhorias na área central.
Entre os projetos a longo prazo, está o rebaixamento da BR-116 e dos trilhos da Trensurb, com o objetivo de interligar a cidade e melhorar a conexão entre o lado leste e o lado oeste.
O Plano desenvolvido pela prefeitura de Canoas não tem apenas o objetivo de organizar o tráfego na cidade, mas, sobretudo, atende diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que exige o desenvolvimento de uma infraestrutura urbana para locomoção de pedestres e pessoas com mobilidade reduzida, com calçadas e travessias adequadas; a redução do impacto dos transportes sobre o meio ambiente e sobre a saúde pública; a redução da utilização do transporte individual, aumentando o uso de transportes coletivos e facilitando o deslocamento a pé ou de bicicleta.
O Plano de Mobilidade é uma exigência do Governo Federal desde 2012 para cidades com mais de 20 mil habitantes. Na gestão anterior, a empresa Aeromóvel estava realizando um Plano de Transporte, que englobava o aeromóvel juntamente com o transporte coletivo. Nele, não estava incluindo todos os modos de transporte utilizados na cidade, tais como o táxi, aplicativo de viagens, motocicletas, bicicletas, transporte de carga e as viagens a pé.
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